Desde março de 2024 está em vigor a Resolução CFM nº 2.336/2023, que atualizou as regras de publicidade médica. Publicada em setembro de 2023, ela abriu espaço para uma comunicação mais moderna, desde que dentro de limites bem definidos.
Muitas clínicas ainda se comunicam como se nada tivesse mudado, por medo de errar. Outras exageram e se expõem a processos ético-profissionais. Conhecer a regra é o primeiro passo para comunicar com segurança.
O que passou a ser permitido
Divulgar o trabalho do médico nas redes sociais.
Mostrar os equipamentos disponíveis no local de atendimento.
Divulgar o valor da consulta e fazer campanhas promocionais.
Repostar elogios e agradecimentos de pacientes, desde que de forma sóbria, sem adjetivos de superioridade e sem prometer resultado.
Usar imagens de pacientes com finalidade educativa, seguindo regras específicas.
As regras do antes e depois
O conteúdo deve estar ligado à especialidade registrada do médico.
A imagem precisa vir com texto educativo sobre indicações e fatores que podem prejudicar o resultado.
A foto não pode ser manipulada ou melhorada, e o paciente não pode ser identificado.
É preciso mostrar também evoluções insatisfatórias e possíveis complicações, não só os melhores casos.
Fotos próprias exigem autorização do paciente, e o pudor e a privacidade devem ser preservados.
O que continua proibido
Sensacionalismo e promessa de resultado.
Depoimentos com adjetivos de superioridade.
Identificar o paciente ou manipular a imagem.
Filmagem de procedimentos por terceiros, com exceção de partos.
Ensinar técnicas médicas a quem não é médico.
Como transformar a regra em estratégia
A resolução favorece quem educa. Conteúdo que explica sintomas, tratamentos e cuidados constrói autoridade e confiança, que é o que leva um paciente a escolher uma clínica e indicá-la.
Defina uma linha editorial por especialidade, com temas que respondem às dúvidas reais dos pacientes.
Coloque o médico em vídeo, explicando com linguagem simples. Rosto e voz geram mais confiança que arte genérica.
Crie um fluxo de aprovação para todo conteúdo com imagem de paciente, com o termo de autorização arquivado.
Meça o que importa: agendamentos e contatos, não só curtidas.
Este texto é informativo e não substitui a leitura da resolução nem a orientação do seu Conselho Regional de Medicina ou de um advogado.
Fontes
Conselho Federal de Medicina: CFM atualiza resolução da publicidade médica
