ESG e Reputação

A CVM tornou o relatório de sustentabilidade voluntário. Sua empresa deve parar de reportar?

Equipe LinceLince Inteligência em Comunicação e Marketing
A CVM tornou o relatório de sustentabilidade voluntário. Sua empresa deve parar de reportar?

Em 2026, a Comissão de Valores Mobiliários publicou a Resolução nº 244, que alterou a Resolução nº 193, de 2023. Na prática, a divulgação de informações financeiras de sustentabilidade no padrão IFRS S1 e S2, que seria obrigatória para as companhias abertas, passou a ser voluntária para os exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2026.

Muita empresa recebeu a notícia como alívio. Para quem pensa a reputação no longo prazo, ela pede mais cuidado do que comemoração.

O que mudou, em resumo

A obrigação nunca foi o principal motivo

A maior parte das empresas do agro e da indústria não é companhia aberta. Para elas, o relatório de sustentabilidade sempre foi uma escolha, e continua sendo uma das ferramentas mais completas de prestação de contas.

Quem pede esses dados não mudou: bancos e financiadores, compradores, tradings, clientes corporativos, a comunidade do entorno e o próprio time. A regra da CVM mudou; a expectativa desses públicos, não.

O "explique" também comunica

A partir de 2027, a companhia aberta que não reportar terá de explicar publicamente por quê. Essa explicação será lida por investidores, imprensa e concorrentes. Uma justificativa frágil pode passar a impressão de que a empresa não tem dados, não tem controle ou não tem o que mostrar.

Como decidir com calma

  1. Mapeie quem pede seus dados hoje: financiadores, clientes, certificadoras, investidores.

  2. Veja se você tem informação confiável para sustentar um relatório por vários anos seguidos. Consistência pesa mais do que volume.

  3. Escolha o padrão pelo público. O GRI fala com todos os públicos sobre os impactos da empresa; o IFRS S1 e S2 fala com investidores sobre riscos e oportunidades financeiras. Muitas empresas usam os dois.

  4. Trate o relatório como peça de comunicação, não como documento de gaveta. Ele alimenta site, apresentações comerciais, imprensa e comunicação interna.

A Lince é liderada por quem trabalha com relatórios de sustentabilidade no padrão GRI desde 2010. Se a sua empresa está avaliando o que fazer agora, vale uma conversa antes de decidir.

Fontes

Portal Contábeis: CVM altera regras de divulgação dos relatórios de sustentabilidade (06/07/2026)

JD Supra: CVM torna facultativa a divulgação de informações de sustentabilidade (29/05/2026)

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